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terça-feira, 8 de março de 2011

Poderia um filme trash ficar pior?

Dinosaurus! é um filme de 1960, resgatado pelo Capitão Jedi, do Supersônico a Carvão, pois só sendo Jedi para conseguir algo assim. Também desconheço como ele descobriu que aqui no Brasil recebeu o nome de Volta ao Mundo Pré Histórico.
A idéia do filme é que explosões submarinas acabariam por libertar monstros até então adormecidos no fundo do oceano (nem tão fundo assim, bem na costa, para falar a verdade). A novidade é que os "monstros" são dois dinossauros e, de quebra, um homem das cavernas (subaquáticas). Mas o mais importante aqui é que essa é uma pérola do trash. Fiquei encantada com o filme. Os atores são horríveis, exceto o homem das cavernas, que protagoniza as melhores cenas. Outro muito bom é o ditador local, que só fala no imperativo, mostrando que entrou completamente no clima da personagem. Também gostei muito das animações usadas com os dinossauros destruindo as coisas, me lembrou Jasão e os Argonautas e Fúria de Titãs. O porém é o Júlio, um moleque ultra chato com voz irritante.


Bem, dessa vez eu não farei uma lista das coisas que apren
di com o filme, mas capturei algumas imagens que darão a minha visão deturpada desse clássico do cinema B.

Em uma ilha bucólica no Atlântico os malditos imperialistas norte americanos testam suas armas de pescaria em massa.




Mas o que eles mal sabiam era que isso poderia despertar a ira do ditador local, o perverso Hacker, que embora tenha esse nome não possui nenhum computador.





Ah, eles encontram também dois dinossauros congelados de 1milhão de anos (!) no fundo da costa oceânica, mesmo que isso contrarie qualquer lógica científica. E, para melhorar eles ganham vida ao serem atingidos por raios. Frankenssauro?
Como os americanos adoram uma dicotomia, há o dinossauro bonzinho, que é herbívoro e se ferra primeiro (olha a mensagem aí!) e o dinossauro malvado, que é carnívoro e dá um trabalho danado para deixar de azucrinar os péssimos figurantes nativos e os demais que falam inglês.


Como se a ilha não fosse suficientemente
mal frequentada, vejam bem:
o velho bêbado;


uma versão latina do olodum com instrumentos não identificados;



o moleque chato que apanha de todo mundo, mas nada acontece porque naquela época não deveria existir Conselho Tutelar;


o gordinho bonachão com lencinho de Jacques Le Clair;
a mocinha loirinha chatinha que em algum momento vai desmaiar e/ou cair de algum lugar;


os caras da explosão, que não faço a menor idéia do que são, além dos caras que explodem tudo;
o ditador no modo imperativo e os dois dinossauros!



Você ainda ganha de brinde um sensacional homem das cavernas, que vem com sua própria faca Ginsu!!! Isso não é sensacional? E, nesse momento, preciso de uma reflexão... O moleque Júlio pode ser enjoadinho, mas verdade seja dita, essa deveria ser a reação de qualquer pessoa diante de um homem das cavernas:
Um lorde inglês não faria melhor.
Ah... vou ali na cozinha fazer um lanchinho e:
"Puxa vida, um homem das cavernas?! Tá afim de um sanduiche e guaraná?"
Brilhante, menino Júlio, brilhante.

Aí, caros amigos, entramos na parte inovadora do filme: um homem das cavernas CROSS DRESSER! Sim, é isso mesmo. Tudo bem que ele já venha de mini saia de pele (super fora de moda), mas refutar o terno e pegar o vestido é, no mínimo, meio suspeito.


E filme vai, filme vem, ele resgata a mocinha loirinha chatinha e ao invés de dar uns amassos nela, o que ele faz?! Eu quero sua peruca, eu quero seu colar, eu quero esse vestido que é tu-do!!!





A única coisa que não me fez questionar a sua sexualidade foi o fato dele demonstrar o seu amor como qualquer outro homem: mulher, cozinhe para mim!



Depois disso, todo o resto é resto. Mas como esse é um tesouro trash, nós podemos destacar ainda os figurantes. Estes devem ter sido escolhidos a dedo: "quem quiser trabalhar de graça e aparecer no cinema pode vir!" Os caras são péssimos. Conseguem brincar de estátua o filme todo. E, no único momento que se pede que façam algo, é claro que tem que ter uma menininha que se recusa! "Malditos figurantes que estragaram meu filme, pensou o diretor..."




E no fim, o Carvalhão salvou o dia!




Mas ainda temos o celular do passado...




O garoto apresentando as gorduras trans
ao homem das cavernas...



E agora eu já vou porque preciso me depilar!





Os nossos mais sinceros agradecimentos à população e
governo das Ilhas Virgens que nos deixaram,
explodir, destruir, matar, roubar, pegar suas mulheres
e fazer um filme ruim com total liberdade e simpatia.
Nunca nos esqueceremos de vocês, figurantes horríveis!

domingo, 6 de março de 2011

O que eu aprendi com The Guardian.


Em 1990 William Friedkin estava louco para conseguir fazer um filme que fosse sucesso de bilheteria, pois desde O Exorcista, em 1973, isso não acontecia. Ele tentou com Sorcerer (Comboio do Medo), que mesmo não sendo ruim, não rendeu grande coisa. Ele tentou com Cruising (Parceiros da Noite), que mesmo com Al Pacino e idéias aparentemente ousadas e revolucionárias (podem pesquisar porque é bem curioso) só conseguiu ganhar os Troféus Framboesa de pior filme, diretor e roteiro. E um fracasso se seguia a outro. Ou seja, o cara estava desesperado para emplacar algo.
E, nesse ponto, é claro que não ajudava a sua adorável personalidade. Por muitos, Friedkin é descrito como um insuportável megalomaníaco. Era controlador e por isso acabou atrasando o processo de edição e montagem de vários de seus filmes. Mas sempre havia quem lhe desse uma nova chance, afinal ele era o cara responsável por The French Connection (Operação França, 1971), que lhe rendeu o Oscar de melhor diretor - o mais novo na época a recebê-lo; e o já citado The Exorcist (1973). Como poderia um gênio desses não se reerguer?
Não tenho resposta para essa pergunta, mas sei que não foi com The Guardian, que, lançado no Brasil em 1990, recebeu o título A Árvore da Maldição. De modo geral, o filme não acrescenta nada à filmografia de Friedkin. Não há ousadia no tema, nem no visual. Mostrar peitos, feiticeiras nuas ou rituais macabros já foi feito com mais luxúria e terror 20 anos atrás. Mas também não é um filme que te faça desligar a TV. De positivo mesmo ressalto o ator principal e seus cabelos fartos que deixaram meu marido morrendo de inveja, além de seu personagem não ter sucumbido à conversa fiada da babá do mal.


Com esse filme eu aprendi:


1. A nunca contratar uma babá envolvida com bruxaria.
2. Que nunca se deve seguir mulheres que entram por vontade própria em uma floresta à noite. Especialmente se ela balança os braços e sacode os cabelos como se estivesse no clip de Wuthering Heights, da Kate Bush. (vejam no youtube!!!)
3. Que é sempre bom evitar morar perto de bosques ou florestas habitadas por lobos.
4. Tratamento de beleza com tronco de árvore maligna druida aparentemente surte mais efeito que lama medicinal islandesa.
5. Se você tem uma arma. TENHA BALAS PARA PODER USÁ-LA!!! (Você não vê filmes do Chuck Norris?!)
6. Quando se gasta muito dinheiro para contratar uma babá bruxa, não sobra muita grana para comprar roupas para o seu filho.
7. Se a história é estranha demais, ela só pode ser verdadeira. (Por que os policiais americanos não entendem isso?)
8. Deve ser ótimo viver em um país onde os pais não fazem idéia do que seja meningite...
9. Na dúvida, contrate a babá mexicana! (Sai mais barato, dá menos problema e seu filho aprende outra língua)
10. Se uma mulher VOAR atrás de você, é porque o negócio está feio. Hora de ficar com medo. Coooooooorra!
11. Ah... uma motosserra. Saiba dar valor a uma boa motosserra. Um dia ela pode ser útil.


Como você pode ler, Stephen King mentiu para mim...

O que eu aprendi com Firewalker.

Firewalker, no Brasil Aventureiros do Fogo, é um filme de 1986, estrelado por Chuck Norris. E é só isso o que você precisa saber, porque com ele não tem essas palhaçadas de ficha técnica.
A premissa do filme é a seguinte: Max Donigan (Chuck Norris), um ex-mariner, e Leo Porter (Louis Gossett Jr.), seu melhor amigo -sim, a profissão dele é ser melhor amigo do Chuck - , são procurados por uma maluca bonitinha para encontrar uma cidade perdida asteca (?!) que supostamente teria um templo cheio de ouro. Aposto que você já viu isso antes algumas vezes! Mas não com Chuck Norris...
O filme todo é uma piada. Temos apenas um fiapo de roteiro para mostrar o Chuck Norris resolvendo tudo do seu jeito amável de ser. Mas pelo menos ele tem senso de humor e somos brindados com algumas tiradas hilárias.
Max Donigan é debochado, sabe tudo e é metido a sedutor, embora só viva suado e seboso. Ah, mas esse é o Chuck Norris mesmo, não é?!
As cenas externas são bem legais, com atores que parecem ser latinos mesmo e que falam espanhol e não uns americanos feios que pensam que sabem falar. Mas os cenários são bem toscos, com direito a gelo seco, teia de aranha falsa, desenho infantil na caverna e tudo o mais.
Embora esse não seja um dos melhores filmes de Chuck Norris, serve ainda para alimentar as lendas à seu respeito. Nesse ponto, percebi meio arrasada, que o cara se auto promove na cara de pau! Ele conta que pegou(no sentido porradesco) o abominável homem das neves, que um golfinho o levou nadando até onde queria e, o melhor de tudo: ele é tão foda que bastou colocar uma roupa de padre para ressuscitar um homem!!! Esse é o velho Chuck de guerra...
No geral, fiquei meio desapontada com o filme, pois achei que foram poucas as cenas de luta e todas relativamente rápidas (tá bom, você pode argumentar que ele extermina rápido porque ele é ele); além disso, os tiroteios também deixaram a desejar e economizaram nas explosões. Mas, no quesito originalidade, a fantasia de Asteca do Mal com Tapa Olho em seu Esplendor ganha 10, nota 10! Penha que é meio inflamável...


Com Firewalker eu aprendi:


1. Que você pode fumar, beber, comer junkie food, não ter horários e, ainda assim, detonar todo mundo (obrigada Chuck Norris!).
2. Se tem algo/alguém que você não sabe o que é: "ATIRE NELE!"
3. Que se os colonizadores espanhóis não conseguiram dizimar os indígenas, chame o Chuck Norris. Certamente ele o fará.
4. Que certos costumes não mudam. Se um branco entra em uma tribo indígena, ele pode comer (no sentido bíblico) uma índia - ou todas - que está tudo bem.
5. Nunca tome bebidas duvidosas dadas por descendentes de astecas que guardam um tesouro em ouro.
6. Quando alguém que você mal conhece te pede para saber mais sobre você, nunca, NUNCA diga que você tem visões e/ou premonições desde criança.
7. Se o Chuck Norris quiser saber algo íntimo sobre você, pode contar que é sacanagem. Ninguém resiste ao seu sex appeal.
8. Se você é americano, pode entrar em um país latino, beber sua cerveja, pegar suas mulheres e não ser importunado. Mas se você é o Chuck Norris, você ainda pode quebrar a porra toda e sair andando em grande estilo.
9. A probabilidade de você ser estuprada enquanto estiver vestida com uma roupa de freira é de 97,56%.
10. Se você é um notório arrumador de merda ao redor do mundo, é sempre útil ter um companheiro poliglota. Aí você fica liberado para expor somente o seu lado troglodita.
11. Você pode ficar várias semanas sem tomar banho, mas precisa lavar os pratos.
12. Se alguém lhe falar "Então cavalheiros, nos encontramos novamente."; corra, mas corra muito.
13. Tudo acaba bem quando termina com uma típica canção regional mexicana.


E você ainda pode comprar a calça do Chuck, que te dá amplitude de movimentos e realça o seu bumbum malhado nas cenas de ação!

sábado, 5 de março de 2011

O que eu aprendi com Mommie Dearest

Mommie Dearest é um filme lançado em 1981 e, que no Brasil, recebeu o título Mamãezinha Querida. Em resumo, é a cinebiografia da atriz Joan Crawford (23/03/1905 - 10/05/1977) baseada em sua biografia escrita por sua filha adotiva Christina Crawford. Para quem quiser saber mais sobre Joan Crawford, vá para o google. Garanto que vale a pena.

O filme certamente não é para todos os gostos, mas quem gosta de cinebiografia vai enlouquecer ao assisti-lo. Os atores são excelentes e a história uma das mais bizzarras e aterrorizantes já filmadas... e o pior/melhor (depende do ponto de vista) real. Que filme perturbadoramente bom!

Informações Técnicas

Título no Brasil: Mamãezinha Querida
Título Original: Mommie Dearest
País de Origem: EUA
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 129 minutos
Ano de Lançamento: 1981
Direção: Frank Perry






Com esse filme eu aprendi:

1. Nunca diga não à Joan Crawford.
2. Nunca deixe um machado ao seu alcance.

3. A importância de um cabide de arame na educação de uma criança.
4. Carne crua tem vitaminas e seus filhos
devem comê-la.
5. Se alguma coisa aconteceu à Baby Jane e
la certamente é a culpada.
6. Quando se é jovem e bebe, isso é sexy; quando se é velha e bebe, você é uma bêbada mesmo.
7. Se você tenta matar sua filha adotiva, é óbvio que sua biografia não será posita.
8. Internato de fre
iras é uma das torturas mais perversas da história.
9. Sempre haverá um executivo idiota para casar com uma estrela decadente.




Fiquei com um medo danado da Joan Crawford! E passei a respeitar a Faye Dunaway como atriz. Simplesmente não era ela ali, mas a própria Crawford...insana, ao berros e bipolar.


As coisas que os filmes me ensinam ou Baseado em fatos reais.

Me revolta muito ver filmes de terror em que as pessoas agem como totais imbecis... tropeçam ao fugir, ficam paradas diante do psicopata, não procuram saídas nos locais em que entram, não se apossam de possíveis armas que as defendam em uma situação de risco, voltam SOZINHAS para resgatar alguém ao invés de perceber que conseguir ajuda (de preferência armada e confiável) seria o mais prudente... Enfim, toda sorte de coisas estúpidas que alguém atento e sagaz nunca cometeria.
Em mais de uma situação os filmes me salvaram...

Houve uma época em que estudava no Centro do Rio de Janeiro aos sábados e, no intervalo do almoço sempre ia com uma amiga à um restaurante na 1º de Março. Eis que não mais que de repente um indivíduo enfia a mão no meu bolso da frente e pega meu telefone. Se eu fosse uma mocinha de filme americano certamente teria gritado, levado um tapa na cara e ficado ali no chão chorando.
Ah, mas os filmes me salvaram!
Na mesma hora segurei o braço dele e dei um golpe em seu antebraço. Continuei a segurar. Acho que ele ficou tão assustado por uma menina ter reagido que largou o telefone. Eu não percebi. Só fiquei segurando ele. Ele berrou um palavrão (até para xingamentos ele era fraco) e avisou que tinha largado o telefone. Num milésimo de segundo peguei minha amiga pelo braço (ela estava imóvel, transparente e com cara de idiota) larguei o meliante, peguei meu telefone e puxei a amiga correndo para atravessar a rua. Nos refugiamos no CCBB. Onde o segurança assistiu a tudo e nada fez!!! (Podia ao menos ter elogiado a minha performance)
Aí a adrenalina baixou e pudemos perceber que havia um comparsa! Ambos ficaram do outro lado da rua, um em cada esquina, nos esperando. Aí não teve jeito, liguei para o meu pai vir nos buscar. (Pôxa, eu não tinha porte de armas!) Algum tempo depois meu pai adentra o CCBB com meu irmão magrelo carregando um martelo (!?). Será que baixou nele um espírito de Thor??? Ou os filmes tamém o deixaram esperto e ele pegou a primeira coisa à vista que pudesse causar dor? Uau, que família!
No fim os caras foram embora, não valia a pena ficar dando pinta ali, minha amiga e eu voltamos e pegamos nossas bolsas e meu pai, irmão e martelo nos levaram até em casa.

Moral da história: Bruce Lee desde criancinha ajuda e muito!

Mas essa história toda foi só para adiantar uma coisa que quero fazer aqui e me ocorreu ao comentar um filme no blog Supersônico à Carvão (aí nas indicações!): escrever sobre o que se aprende em cada filme. A constância não é uma das minhas qualidades, mas isso me pareceu divertido e procurarei atualizar com frequência esses "ensinamentos". Vamos fazer um teste roubando (ele tem conhecimento) o comentário que fiz e postando aqui.

Post de Carnaval

Há mais ou menos 3 semanas cheguei em casa e no rádio tocava uma música sem pé nem cabeça. Era comercial para algum produto - que não deve ser grande coisa - anunciado ao som desses sambas genéricos de comercial. Desses estilo Guanabara e Super Market.
Não sei se era porque estava voltando do trabalho ou se era esse clima de euforia forçada pré carnavalesca, mas isso me deu uma irritação. E, ao invés de lançar o rádio pela janela, comecei a pensar em coisas sinceras para se dizer num samba. Isso não significa que ele seja sério.
Infelizmente não sei tocar nada além de fogo em sofá. Então deixo apenas a letra aqui. Acho que este poderia ser o 1º samba do Grêmio Recreativo Anti Carnavalesco Vou Ali e Já Volto. Não perguntei aos outros integrantes, mas confirmarei isso em breve.

GABRIEL, preciso de você para cantar e criar a coreografia! :-)
Glicose na veia
É carnaval!
Bebi, peguei mulher feia
É carnaval!
Doença venérea,
É só o que te espera
É carnaval!
Turista paulista
Blá, blá, blá de sambista
Todo mundo é passista
É carnaval!
Você diz que não gosta
Tem quem não suporta
Só sei que não importa...
É carnaval!
Muito livro eu vou ler
Pra poder me esconder
No cinema eu vou ficar
Fugindo desse mal estar
É carnaval!!!

Bem colorido para não dizerem que sou tão anti carnavalesca.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Música e Futebol.


Todo mundo sabe que eu sou tricolor. Não há segredos sobre isso. Eu tento ser simpática com os outros times... Até consigo com o Vasco e o Botafogo quando não estão no caminho do Fluminense. Mas com o Flamengo não dá. E aí tudo é motivo para implicar.
Tenho uma amiga, a Ana, que diz que não adianta discutir com flamenguistas, eles são esquizofrênicos e tem visões muito particulares de suas próprias realidades conflitantes. Nem Freud explicaria isso.
Para minha sorte, a final da Taça Guanabara ficou perdida em meio ao Oscar e o pré carnaval. Não teve muito grito, poucos foram os fogos e a paz reinava. Mas o Globo Esporte insiste em retomar esse assunto. Que saco! Ainda mais porque sei que o Escobar é tão tricolor quanto eu e pro cacete com imparcialidade da imprensa. Se eu tivesse que entrevistar o Léo Moura ia começar mandando ele lavar aquele cabelo ensebado e dar um corte de gente respeitável e normal. Não, não sou reacionária. Mas lembra que tudo é motivo para implicar com o Fla?!
Digressiono, digressiono...

O que queria mesmo era comentar a escolha musical para celebrar a conquista da Taça Guanabara de 2011 pelo Flamengo pelos principais telejornais: FUNK.
Por que não estou surpresa? O time mais popular teria o som (me recuso a chamar de música) mais popular? Ou o time mais insuportável teria que ter o ritmo mais detestável? Fica a pergunta.

Se fosse o Botafogo campeão, o título seria comemorado com samba de verdade, Beth Carvalho talvez.
Se fosse o Vasco ouviríamos fado, lembrando as origens lusas do clube.
Se fosse o Flu seria Bossa Nova, afinal temos o Tom Jobim ao nosso lado.
Mas o Flamengo?! Toma o funk aí! É o bonde do mengão! Façam bom proveito...

Eles se dizem o mais amado, mas desconfio seriamente que sejam os mais detestados do Brasil.



quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

No creo, pero...

Recebi essa história como verídica. A verdade é que não tenho como confirmar isso. Contudo, quando o conto é bom, o que menos importa é de onde veio.

Um jornal do Ceará recebeu um anúncio de namoro, mas sendo este um tanto quanto autêntico, ofereceu destaque na sua publicação. Veja o dito cujo:

ANÚNCIO PARA ARRUMAR NAMORADA

Homem descasado procura

Homem de 40 anos, que só gosta de mulher, após casamento de sete anos, mal sucedido afetivamente, vem através deste anúncio, procurar mulher que só goste de homem, para compromisso duradouro, desde que esta preencha certos requisitos:
O PRETENDIDO exige que a PRENTENDENTE tenha idade entre 28 e 40 anos, não descartando, evidentemente, aquelas de idade abaixo do limite inferior, descartando as acima do limite superior.
Devem ter um grau razoável de escolaridade, para que não digam, na frente de estranhos: 'menas vezes', 'quando eu si casar', 'pobrema no úter', 'eu já si operei de apênis', 'é de grátis', 'vamo de a pé', 'adoro tar com você' e outras pérolas gramaticais.
Os olhos podem ter qualquer cor, desde que sejam da mesma e olhem para uma só direção.
Os dentes, além de extremamente brancos, todos os 32, devem permanecer na boca ao deitar e nunca dormirem mergulhados num copo d'água.
Os seios devem ser firmes, do tamanho de um mamão papaia, cujos mamilos olhem sempre para o céu, quando muito para o purgatório, nunca para o inferno. Devem ter consistência tal que não escapem pelos dedos, como massa de pão.
Por motivos óbvios, a boca e os lábios, devem ter consistência macia, não confundir com beiço.
A barriga, se existir, muito pequena e discreta, e não um ponto de referência.
O PRETENDIDO exige que a PRETENDENTE seja sexualmente normal, isto é, tenha orgasmos, se múltiplos melhor, mas mesmo que eventuais, quando acontecerem, que ela gema um pouco ou pisque os olhos, para que ele sinta-se sexualmente interessante. Independentemente da experiência sexual do PRETENDIDO, este exige que durante o ato sexual a PRETENDENTE não boceje, não ria, não fique vendo as horas no rádio relógio, não durma ou cochile.
O PRETENDIDO exige que a PRETENDENTE não tenha feito nenhuma sessão de análie, o que poderia camuflar, por algum tempo, uma eventual esquizofrenia.
A PRETENDENTE deverá ter um carro que ande, nem que seja uma Brasília, ou que tenha dinheiro para o táxi, uma vez que pela própria idade do PRETENDIDO, ele não tem mais paciência para levar namorada de madrugada para casa. Enviar cartas com foto recente, de corpo inteiro, frente e costas, da PRETENDENTE, para a redação deste jornal, para o codinome:

'CACHORRO MORDIDO DE COBRA TEM MEDO ATÉ DE BARBANTE'.

Resposta da "pretendente", publicada dias após, no mesmo periódico Cearense:

Prezado HOMEM DESCASADO... Li seu anúncio no jornal e manifesto meu interesse em manter um compromisso duradouro com o senhor, desde que (é claro) o senhor também preencha outros 'certos' requisitos que considero básicos! Vale lembrar que tais exigências se baseiam em conclusões tiradas acerca do comportamento masculino em diversas relações frustradas, que só não deixaram marcas profundas em minha personalidade, porque 'graças a Deus', fiz anos de terapia, o que infelizmente contraria uma de suas exigências!

Quanto à idade convém ressaltar que espero que o senhor tenha a maturidade dos 40 anos e o vigor dos 28, e que seu grau de escolaridade supere a cultura que porventura tenha adquirido assistindo aos programas do 'Show do Milhão'! Seus olhos podem ser de qualquer cor desde que vejam algo além de jogos de futebol e revistas de mulher pelada. E seus dentes devem sorrir mesmo quando lhe for solicitado que lave a louça ou arrume a cama. Não é necessário que seus músculos tenham sido esculpidos pelo halterofilismo, mas que seus braços sejam fortes o suficiente para carregar as compras. Quanto à boca, por motivos também óbvios, além de cumprir com eficiência as funções a que se destinam, as bocas no relacionamento de um casal, devem servir, inclusive, para pronunciar palavras doces e gentis e não somente: 'PEGA MAIS UMA CERVEJA AÍ, MULHER!'. A barriga, que é quase certo que o senhor a tenha, é tolerável, desde que não atrapalhe para abaixar ao pegar as cuecas e meias que jamais deverão ficar no chão.

Quanto ao desempenho sexual espera-se que corresponda ao menos polidamente à 'performance' daquilo que o senhor 'diz que faz' aos seus amigos! E que durante o ato sexual, não precise levar para a cama livros do tipo: 'Manual do corpo humano' ou 'Mulher, esse ser estranho'!

No que diz respeito ao ítem alimentação, cumpre estar atualizado com a lista dos melhores restaurantes, ser um bom conhecedor de vinhos e toda espécie de iguarias, além de bancar as contas, evidentemente. Em relação ao carro, tornam-se desnecessários os trajetos durante a madrugada, uma vez que, havendo correspondência nas exigências que por ora faço, pretendo mudar-me de mala e cuia para a sua casa... meu amor!!!

Ass.: Cobra


Não sei porquê, mas desconfio que esses dois formarão um ótimo casal...

Os gregos sempre com a razão.

Na Grécia Antiga, a sociedade era dividida entre cidadãos, não cidadãos e escravos. Os não cidadãos e escravos eram considerados inferiores, cabendo-lhes tarefas braçais, tidas como indignas para os cidadãos. Com herança na tradição grega, os romanos denominaram ócio (otium) as ocupações com o trabalho intelectual, em oposição ao negócio (nec-otium, negação do otium), destinado a atender às necessidades de subsistência da sociedade. A dedicação ao ócio era, nessas sociedades, a atividade própria do ser humano, embora poucos tivessem acesso a ela.
A etimologia da palavra ‘’ócio’’ remonta ao grego skole; em latim schola e em castelhano escuela.
Podemos inferir daí que a educação significava ócio, pois do ponto de vista semântico, a raiz skole implicava nos atos de parar ou cessar, indicando idéias de repouso ou paz.
Para Aristóteles, o ócio era uma condição ou estado – o estado de estar livre da necessidade de trabalhar. O filósofo fala também da vida de ócio em contraposição à de ação, entendendo por ações as atividades dirigidas para obtenção de fins. Não considerava a diversão (Paidéia) ou recreio (anapáusis) como ócio, uma vez que são meios necessários para conduzir o ser às atividades laborais.

Dito isto, estou com Aristóteles e não abro!

Acrescento ainda que o trabalho fere totalment
e a minha capacidade criativa. Entro num estado de não questionamento da rotina, entorpecida pelo cansaço e descrente de qualquer possibilidade de solução dos problemas que se apresentam no dia a dia.
Trabalhar faz mal à minha imaginação e limita o meu espírito!
Somente o ócio liberta!
Basta observar as postagens do blog para chegar á essa rápida conclusão. A última se deu no período de férias (a época mais feliz do ano, onde podemos nos entregar ao "exercício" do ócio, a melhor atividade já pensada). A partir daí não tive tempo sequer para pensar, quem dirá escrever alguma coisa. Foi preciso uma perna imobilizada para retomar as minhas prazerosas divagações sobre a vida, o universo e tudo o mais.
Pena que as mentes pequenas não compreendam isso e classifiquem os que descobriram as benesses do ócio como preguiçosos. Não poderiam estar mais erradas...
Aproveitar o ócio e criar exige muito!
Por isso vou ali contemplar um pouco e já volto.