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domingo, 20 de março de 2011

A excelência no humor.

Um dos melhores programas de humor, para mim, atualmente, é o Comédia MTV. Eles são rápidos, inteligentes, aproveitam bem os ganchos da cultura pop e, claro, são doidos e engraçadíssimos.
Uma mostra disso pode ser conferida no vídeo a seguir. A imitação é genial, se o programa da Luciana fosse assim eu assistiria todo dia!!! E, a participação do Selton Mello é ótima... vejam até o fim.


sábado, 19 de março de 2011

Frases do cinema que você nunca deveria falar num primeiro encontro

O cinema sem dúvida é uma arte sensacional. Mas, nem tudo que aparece na tela pode ser aplicado no nosso cotidiano. É claro que eu adoraria fazer uma entrada apoteótica com "Fasten your seatbelts. It's going to be a bumpy night.", de A Malvada... Entretanto, ou ficariam olhando para mim com cara de nuvem ou me internariam no hospício mais próximo.
Pensando nisso e no bem estar dos cinéfilos que não veem a hora de citar aquela frase de efeito retirada de um filme legal, separei  algumas frases de filmes que NUNCA devem ser ditas em um primeiro (segundo, terceiro,...) encontro. Salvo se:
a) o encontro for um desastre e você quiser se livrar da pessoa.
b) a pessoa for tão nerd quanto você.

Aviso: o texto a seguir pode conter spoilers e não quero estragar nenhum filme para quem ainda não o viu (mentira, adoraria fazer isso!)



"Bond. James Bond." Dr. No

Já vou logo destruindo o sonho dos rapazes. Não se apresente assim. Seria muito legal, mesmo. Mas você vai parecer idiota. Exceto se você tiver um Aston, vestir smoking e seu encontro for com a Olga Kurylenko.

 

"I love the smell of napalm in the morning!" Apocalypse Now

Não funcionou com o Robert Duvall... não vai funcionar com você. Mas se quiser arrematar com classe continue com "Gasoline smells like victory". E aí já dá para começar a se arrepender de ter saído da cama hoje pela manhã.



"A census taker once tried to test me. I ate his liver with some fava beans and a nice Chianti." The Silence of the Lambs 

Decididamente essa citação não vai te fazer parecer um refinado enólogo. No máximo pode levantar dúvidas do tipo "É brincadeira ou é verdade? Devo correr agora ou espero a sobremesa. Será que EU sou a sobremesa???" 



"Love means never having to say you're sorry." Love Story

Eu juro que preferia jantar com o Hannibal Lecter do que ouvir isso! Eu preferia SER o jantar do Hannibal Lectar do que ter que ouvir isso!!! E, se alguém diz isso sério (porque para sacanear está liberado), é porquê de onde veio isso tem mais, muito mais. E isso não pode ser bom. Já pensou conviver com uma pessoa assim o tempo todo... Cafona mode full time?! Eu passo. Vamos para a próxima.

 
"I see dead people." The Sixth Sense 

Se você não marcou um encontro com o Chico Xavier, isso não vai fazer o menor sentido. E, mesmo que o(a) seu(sua) acompanhante acredite em espíritos, fantasmas, gnomos e fada do dente, isso não é para ser dito assim, de uma vez... Na primeira vez! Espere um pouco até revelar que ao seu redor tem várias pessoas mortas te seguindo o dia todo. Acredite, isso assusta um pouco.



"A boy's best friend is his mother." Psycho

É impressionante a quantidade de coisas que podem ser mais assustadoras do que um maníaco canibal... um maníaco romântico, um maníaco mirim que tem visões e um maníaco que se veste de mamãe! E eu que pensava que o Lecter estaria no topo da minha lista. Vivendo e aprendendo...
Mulheres, nunca saiam com um homem chamado Noooorrrrrman. Nada de bom pode vir daí. Ele é taxidermista, sua mãe está empalhada, ele finge ser ela (que tipo de maluco faz isso? um bem perigoso.), ele é voyer e vai te atacar no banheiro (num sentido que não é o bom).
E, vamos combinar, um cara que, aos 40 anos, acha que a mãe é a sua melhor amiga, merece mesmo é ficar com ela. Se essa frase for dita, pegue sua bolsa e vá embora já!!!



"No wire hangers, ever!" Mommie Dearest

Eu tenho até medo de comentar essa frase. Vai que a Joan Crawford está me espreitando. E eu tenho cabides de arame... Não, eu não quis dizer nada, mamãe querida. Eu te amo.



(Para saber mais vá até o post O que eu aprendi com Mommie Dearest)



"May the Force be with you." Star Wars Episode IV: A New Hope

Entenderam o que eu quis dizer?
Pôxa, essa é bem legal. Queria falar isso todo dia. E ainda podia encerrar com "Vida longa e próspera" pra mostrar que gosto do Spock também. Melhor, podia falar isso com o meu sabre de luz em punho. Ah, com o sabre de luz e aquela capa de Jedi! Legal...
Ops! Viu? Esse é o problema com fãs de Star Wars: eles nunca sabem a hora certa de parar. É como uma noite de bebedeira, você só sabe que começa, mas não faz idéia de como ou onde vai terminar. Isso sem contar o que pode acontecer durante...
Guarde essas frases para os amigos ou para o artigo b citado no começo do texto.





"Show me the money!" Jerry Maguire

Se você não é garota(o) de programa, por que raios falaria isso??? E esse filme não é grande coisa e ninguém vai entender que isso é uma citação. Não vai te servir nem para impressionar, nem para espantar. Abortar o plano.

 

"I'm the king of the world!" Titanic 

Essa frase solta, dita em qualquer circunstância, só vai provar 2 coisas:
1. que você é um tampinha megalomaníaco.
2. que você bebeu demais e é melhor sair da beirada da barca, meu filho.



"I like simple pleasures, like butter in my ass, lollipops in my mouth. That's just me. That's just something that I enjoy." Boogie Nights 

E lá vem outro maníaco! O sexual. Que dia agitado...
Esse é um grande filme (com e sem trocadilho), mas é melhor não citá-lo sem conhecer bem seu interlocutor. Afinal, você pode ser mal interpretado e acabar com lollipops in your ass and butter in your mouth... Não que no filme alguém se importasse com isso. Mas, como já dito, na vida real as coisas podem ser diferentes.


E de brinde você, que leu até o fim, leva uma frase que pode ser dita:

"God, I'd give anything for a drink.
I'd give my god-damned soul for just a glass of beer." 
The Shining 
Aí está um maníaco sensato...
   

quarta-feira, 16 de março de 2011

Seres estranhos

As crianças são realmente bichinhos estranhos... quase sempre nos surprendem, às vezes fazem umas besteiras. Algumas são super fofas, outras são mais tímidas. Tem criança nerd, criança que puxou aos pais, criança que desenha e que sabe dançar. Mas também tem aquelas que não estão nem aí. Quase sempre elas tem respostas para as coisas mais improváveis e perguntas para aquilo que não sabemos responder.
Ontem, por causa de um post do amigo Duda, do Dicas do Duda, vi um dos melhores resumos para Star Wars, episódio IV. E daí, uma coisa puxa a outra... Acabei selecionando esses vídeos para compartilhar com vocês, queridos.










E elas são engraçadas e sinceras 
em qualquer idioma!

segunda-feira, 14 de março de 2011

É inútil, mas é legal.

Esse é mais um dentre os milhões de vídeos do youtube que são inúteis,
mas são legais. Eu não consegui parar de ver... tive que ir até o final.
E confesso que ficou bonitinho!

domingo, 13 de março de 2011

Os fabulosos anos 80

Como eu nasci em 1979, não aproveitei devidamente os anos 80, mas foi ótimo ser criança nessa época, mesmo com a kombi branca e a loira do banheiro.
É claro que nada é perfeito e cada geração tem do que reclamar, mas hoje quero escrever sobre os filmes dessa década. Não, não vai ser nada sobre filmes trash, embora desse um ótimo post, repleto de pérolas do "terrir".
Ontem, ao assistir Trânsito Muito Louco, comecei a me lembrar de vários filmes nesse espírito meio inconsequente, meio inocente, mas sempre engraçado, que foram feitos ao longo dos anos 80.
Pois é... uma época em que você esperava anos para um blockbuster passar na televisão, quando não havia internet para fazer download de filmes que ainda estão no cinema, quando a dublagem ainda era bem feita e quando o Tom Hanks ainda era legal.

Sou péssima para fazer listas, pois sofro de dúvidas crônicas em relação ao que entra e o que fica de fora em qualquer top alguma coisa. Talvez um "345 melhores" resolvesse o problema, mas duvido que alguém sobrevivesse até o final. Então, vou tentar listar as minhas 10 comédias adolescentes favoritas dos anos 80. E destaco o adolescente, porque se fossem só comédias, não conseguiria reduzir a 10 filmes nunca. E que São John Hughes me ajude!


10. Trânsito Muito Louco (Moving Violations, 1985) - Pense em um grupo bem eclético: o metido a engraçadinho, a cientista da NASA, um mecânico, a versão feminina do Mr. Magoo, o maníaco por filmes de terror, a hipocondríaca, e por aí vai. O que eles tem em comum? Infrigiram leis de trânsito, tiveram suas carteiras suspensas e veículos apreendidos, foram obrigados a assistir aulas de direção e fazer um novo teste. Paralelamente, uma juíza sadomasoquista e um policial corrupto pretendem ganhar dinheiro com a venda dos carros desses péssimos motoristas.
O filme é uma correria só, com grandes piadas, mas o momento memorável é a conversa entre o mecânico e a hipocondríaca e suas consequências. Duplo sentido é isso aí, o resto é brincadeira!


Aí está Corey Haim
9. Sem Licença Para Dirigir (License do Drive, 1988) - Nesse filme, um adolescente reprovado no exame de direção pega o carro do avô para ir à um encontro. E ele, tolinho, se pergunta "o que pode dar errado?". Resposta: Tudo! E eu sofrendo com o carro...
Todas as sequências com ou dentro do carro são memoráveis e o elenco do filme é incrível: uma Heather Graham garotinha, o sempre ótimo Corey Feldman, e os pais do personagem principal, Carol Kane e Richard Masur, também merecem destaque.
Como bem lembrado, lá nos comentários, acrescento a menção ao Corey Haim, protagonista do filme, amigo do Corey Feldman, com quem fez outros filmes e figurinha fácil em vários filmes legais dessa época. Infelizmente, Haim morreu ano passado.


8. Clube dos Cinco (The Breakfast Club, 1985) - Cinco adolescentes que representam os clichês das escolas americanas, pelo menos nos filmes, são obrigados a passar o sábado no colégio para fazer uma redação como punição aos delitos cometidos. E é nessa interação entre tipos diferentes que se encontra o ponto forte do filme, gerando momentos de cumplicidade e risadas garantidas. No elenco, o irmão mais sensato do Charlie Sheen, Emilio Estevez e Molly "A garota de rosa shocking" Ringwald; além de uma participação do próprio diretor, John Hughes.


7. Namorada de Aluguel (Can't buy me love, 1987) - E não é que passados vinte e tantos anos o Patrick Dempsey continua uma fofura?! Mas nesse filme ele dá umas pisadas na bola antes de voltar à sua fofura natural. Tudo porque, para se tornar popular na escola, faz um acordo com uma das meninas mais bonitas e populares: o dinheiro que ela precisava para comprar a roupa da mãe que havia destruído em troca de fingir ser sua namorada. É claro que ele vira um babaca, que ela se apaixona por ele, que dá tudo errado para depois dar certo. Enfim, o filme é um barato!
Destaque para o moleque que faz o irmão do Patrick Dempsey. Ele é muito, muito engraçado! Além disso, é desse filme a clássica dança do tamanduá africano!!!




Lambda, Lambda, Lambda!
6. A Vingança dos Nerds (Revenge of the Nerds, 1984) - A essa altura já deu para perceber que os melhores filmes eram aqueles que juntavam as pessoas mais variadas e esquisitas, não?! Esse aqui vai pelo mesmo caminho, só que com a premissa de que os sempre rejeitados nerds conseguiriam, pelo menos uma vez, vingança depois de tanta implicância. Em tempos pré bullying, esse filme era totalmente policamente correto!
Tirando a risada irritante do nerd chefe, o filme é bem legal. Com destaque para a sensacional cena do "duelo" entre o Melecão e o Sr. Escarro; e para a presença de  Donald Gibb (meu ator favorito em outro clássico: O Grande Dragão Branco), sabiamente aqui chamado de Ogro.


5. A Última Festa de Solteiro (Bachelor Party, 1984) - Por onde começar? O filme é uma sucessão de acontecimentos insanos que vão crescendo até o fim! Tom Hanks está hilário. Verdade seja dita, todos estão ótimos neste filme. E parabéns ao roteirista por ter conseguido reunir uma seleção tão vasta de personagens e situações constrangedoras. Se eu tivesse escrito algo assim teria muito orgulho de mim mesma.
Dessa forma, é até complicado destacar alguma cena, pois desde o começo da tal festa de despedida de solteiro até que aconteça o casamento, tudo é antológico. Mas a dançarina que chega com um jumento é demais, o pobre jumento doidaço de anfetamina e todas as drogas que se possa imaginar, o amigo maníaco depressivo, as mulheres vestidas de prostitutas para perseguirem seus maridos, os empresários japoneses, o mala do ex- namorado se ferrando, o cinema com filme 3D... Acho que vou lá ver o filme de novo!!!

4. Curso de Verão (Summer School, 1987) - Mais um filme com escola e tipos variados que são unidos por um problema. Nesse caso, eles são meio burrinhos ou problemáticos (ou as duas coisas) e, por não conseguirem créditos para passar de ano, precisam frequentar a escola nas férias.
Talvez esse nem seja um grande filme, mas os personagens são muito carismáticos e os atores defenderam bem os seus papéis. É um filme alegre, com clima de amizade, onde todos conseguem resolver seus problemas se ajudando; com uma Kirstie Alley gata e o Mark Harmon lindo, por quem me apaixonei por uma semana...
Mas as melhores partes ficam por conta da dupla Francis Chainsaw Gremp e Dave Frazier, fãs do Massacre da Serra Elétrica, que reproduzem uma cena de filme de terror na escola de um jeito que eu sempre sonhei fazer. Além é claro, do clássico "Eu não sei nada! Eu não sei nada!"




3. Os Goonies (The Goonies, 1985) - Aí está um filme que marcou a minha infância. Sei falas completas e ainda as cito em conversas. É um filme sobre o valor da amizade e como as crianças geralmente estão mais certas que os adultos. Não consigo encontrar um defeito nesse filme!
O grupo de amigos é adorável. O Bolão me mata de rir; o Josh Brolin lindinho quando nem sonharia viver um detestável George Bush; o Bocão do Corey Feldman (olha ele de novo aí!) traduzindo tudo errado para a empregada mexicana; as invenções do Data...
E os vilões?! Eu adoro os Fratelli!!! Inclusive aquela mãe bruaca que depois, sabiamente, o Dani de Vitto queria jogar do trem. E o Sloth!!! Como eu queria um Babe Ruth depois de ver esse filme... E também caçar um tesouro, desvendar pistas, navegar um navio pirata, levar um saquinho de diamantes e me encontrar com o Willy Caolho. Grande filme...

2. Quero ser Grande (Big, 1988) - Aí está novamente Tom Hanks, com cabelos legais e sendo bacana como só foi até meados dos anos 90. Nesse filme, um menino de 12 anos deseja ser adulto para uma máquina (acho que Zorah) em um parque de diversões. Desejo feito, desejo concedido.
Filmes de trocas existem aos montes, mas a diferença é o Tom Hanks. Ele interpreta uma criança de 12 anos num corpo de 30 e é simplesmente perfeito ao fazê-lo. Ele tem a inocência, os trejeitos, o olhar deslumbrado, a espontaneidade... tudo de uma criança. Esse é também um filme muito singelo, não é para dar gargalhadas. Ele consegue te fazer pensar sobre a perda da inocência, o amor, e o que realmente importa na vida. E que é muito bom ser criança! (Desconfio que essas qualidades se devam ao fato de ser uma mulher a dirigir o filme.)
Seria impossível falar de Quero ser Grande e não deixar aqui a cena do piano na loja de brinquedos. Quem não se emocionou com isso já nasceu adulto (e chato!).




1. Curtindo a Vida Adoidado (Ferris Bueller's Day Off, 1986) - Ou O Elogio da Boa Vida. Esse sim é um filme com estilo! Me diz se não é o sonho de todo adolescente ser querido e amado, ter uma casa linda, vários equipamentos eletrônicos, pais legais, matar aula, pegar uma Ferrari e fazer o que der na telha?! Aliás, esse é meu sonho de vida até hoje!!!
Ferris é um dos personagens mais legais da história do cinema. Não que eu não veja o quanto ele é egoísta, mas ele sabe como aproveitar um dia. Gosto tanto que tenho até uma camisa SAVE FERRIS, para me lembrar de curtir um pouco mais.
O filme é uma obra prima, todos os personagens são memoráveis... o diretor Rooney e sua secretária, o Cameron eternamente deprimido, a irmã rabugenta do Ferris, o Charlie Sheen já na delegacia porque fazia merda desde sempre, o pai do Ferris lerdo que só. A trilha sonora é maravilhosa. A direção perfeita. O roteiro não deixa furo. Um dos melhores filmes de todos os tempos, daqueles que você vê e fica feliz na hora.


sábado, 12 de março de 2011

Novo Visual

O meu blog é bem novinho, mas quem já passa por aqui há um tempo percebeu que estamos de visual novo. Agora com cara de coisa profissional, já posso até tirar um pouco de onda por aí.
Mas isso não é obra minha, que não tenho um pingo de paciência para trabalhar com edição de imagem. Esse banner lindo aí em cima é presente do amigo @rapaduraman, responsável pelos blogs de filmes e scans mais legais que conheço, e com os nomes mais originais: Supersônico a Carvão e Aspas Noir. Ambos tem lugar cativo nas minhas indicações aqui ao lado. E como ele acha pouca coisa, tem também o Pense Rapadura Açucarada!


Agora, veja bem o que é a vida... 
Você perturba um ser humano, escrevendo bobeira no twitter, pede filme difícil de achar para dar mais trabalho ainda, faz comentários zoando os benditos filmes e ainda ganha um presente! Estou começando a achar isso legal...


Obrigada, amigo, ficou lindo! E agora vou parar de invejar os seus, tá?!

O que eu aprendi com City of the Living Dead

Lucio Fulci, italiano nascido em Roma, em 1927, morreu em 1996; mas nos deixou um legado de aproximadamente 50 filmes. Além de ser o parente italiano mais próximo do Zé do Caixão, como podemos conferir na foto ao lado.
Fulci, que chegou a cursar Medicina, mas para nossa sorte desistiu no meio do caminho, é reconhecido como um dos mestres do Terror e ajudou a pupularizar o Giallo, ainda que ultrapassasse esse rótulo e conseguisse desenvolver um estilo único, reconhecido por todos os seus fãs. Nunca se privou de tratar de temas controversos em seus filmes, abusando de cenas violentas e efeitos realísticos. E, como bom italiano que viveu sob massiva influência religiosa, usa e abusa de símbolos católicos, subvertendo-os e tornando-os mais assustadores do que de costume, em seus filmes. Provavelmente sua mãe não deveria ficar muito feliz com isso...

Mas o que poucos se recordam é que ele também filmou comédias e aventuras, antes de se enveredar pelo caminho do horror. Para mais informações  http://www.sensesofcinema.com/2004/great-directors/fulci/

Ao filmar City of the Living Dead, na verdade Paura nella città dei morti viventi, Fulci já era um diretor conhecido e reconhecido, embora estivesse acostumado às críticas sempre direcionadas aos mestres que desenvolvem a paixão por filmes de horror. Pavor na Cidade dos Zumbis, título que recebeu no Brasil, foi lançado em 1980 e é a segunda parte de uma trilogia de zumbis, que teve início com A Invasão dos Mortos Vivos, de 1979 e continuidade com Terror nas Trevas, de 1981.

City of the living dead é um bom filme, e embora comece de modo um pouco confuso, aos poucos a história vai se acertando.
O filme trata basicamente da corrida de um repórter e uma médium para impedir que as portas do inferno se abram e liberem todo o Mal. Ok. Mas isso começa com a médium, em NY, vendo um padre se enforcar em Dunwich, cidade portuária da Inglaterra; e, literalmente, morrendo de susto com a visão. 
Bob se ferrou...
Logo a seguir, mortes bizarras se sucedem e a médium quase enterrada, volta à vida e é resgatada pelo repórter. Nada é explicado. As coisas simplesmente acontecem. O que te segura vendo essa confusão são as cenas bem filmadas, a fotografia bacana e a superação dos níveis de porcaria que Fulci coloca na tela.

Grandes cenas são a da repórter acordando no caixão, o que foi bem aflitivo; o choro com lágrimas de sangue, com uma luz linda sobre ariz; os cérebros despedaçados com um puxão pelos zumbis; a chuva de vermes, que entram pela janela e tomam toda a sala é brilhante!
 
Esse filme consegue ser surpreendente quanto a isso, pois quando você pensa que a coisa mais nojenta que poderia acontecer é ter sua cara esfregada com um misto de terra, gosma e vermes; vem uma atriz e vomita o que descobri ser entranhas de ovelha, ainda quentes, que fora obrigada a colocar na boca para filmar a cena. Só sei que tive uns três arrepios de asco durante o filme!
Que coragem!!!

Mas, infelizmente, nos minutos finais o negócio desanda, é uma enrolação só, você já não sabe quem é quem; quem está vivo, quem voltou e quem morreu. Por que o maldito padre se matou? Por que ele teria poder de abrir os portões do inferno? Qual o problema com Dunwich, uma cidadezinha tão simpática, é só por causa do Lovecraft? Pra que contratar atores que se parecem uns com os outros? E cadê o final?

Por isso, junto com a raiva da trilha sonora genérica, com a mesma música em looping, resolvi fazer uma mixagem mais legal do final. Transformei os 20 minutos finais em 3'37" e coloquei uma música mais apropriada. Vejam se aprovam o resultado:



E, agora sim, o que eu aprendi com City of the living dead!!!

1. Se três pessoas em sequência, cada uma falar uma vez, livro de Enoch, surgem bolas de fogo na sua sala.
2. Nunca beba uma cerveja que pode te fazer ver demônios e fantasmas.
3. Na hora da rodada de bebida grátis todo mundo é amigo do dono do bar, mas quando a parede racha diabolicamente, todos dão no pé.
4. Psicólogo, nos anos 80 poderia trabalhar numa praça, porque aparentemente, não iria fazer diferença, já que todo mundo entra e sai na sala durante o tratamento.
5. Se você não morreu ao ser enterrada viva, certamente corre sérios riscos de morrer ao tentar ser salva por um idiota com uma picareta.
6. A vida deveria ser um terror antes do Google Earth te ajudar a achar as cidades almadiçoadas que ameaçam abrir os portões do inferno.
7. Quando você vê o espírito de um padre suicida você chora sangue, se tiver sorte; se tiver azar, vomita tripa de carneiro também.
8. Que a neblina pode ser muito seletiva, especialmente nos filmes de terror. Ela escolhe um personagem e o persegue por todo o filme! Não é, Bob?
9. Se você for violar um túmulo, esteja preparado para ratos voadores saltarem em você.
10. Se o governo noticia no rádio um ataque zumbi, considere-se morto.
11. Numa cidade tomada por zumbis, um bar é um ótimo local para se estar. Já que você vai morrer, que pelo menos esteja bêbado. Desce mais uma aí!

sexta-feira, 11 de março de 2011

Ludwig e seu iogurte.

Toda vez que você chega em casa, é uma alegria só. Mas quando você chega com um yogoberry, o Ludwig te ama muito mais...



quinta-feira, 10 de março de 2011

Devaneios sobre Drácula numa noite chuvosa de verão.

O que é a classe, como bem diria o sábio Vitor, Glam is everything. Assistindo Drácula: Príncipe das Trevas, de 1966; numa pacata noite de quinta feira cheguei a conclusão de que Christopher Lee é, sem sombras de dúvida, o Drácula que ostenta a capa mais comprida!
E você acha graça nisso?! Imagine ter que perseguir moçoilas inocentes em pleno século XVI, sem iluminação pública e estradas pavimentadas, subir e descer escadarias, entrar e sair de seu caixão, adentrar os recintos e deixá-los sem que durante o percurso você tropece, caia ou deixe sua capa ficar presa em algum lugar ou porta?! Não é para qualquer um, senão Christopher Lee.
(E quem já assistiu à animação "Os Incríveis" sabe bem dos perigos da capa, além dela estar fora de moda)
Outro recorde que ele pode computar facilmente é o de Drácula com os olhos mais vermelhos do cinema clássico. Nem Cheech e Chong chegaram a tanto! Ou o Drácula tem glaucoma, conjuntivite ou ele está pegando pesado nas ervas.
Mas isso não significa que o Lee seja o meu Drácula favorito. Não. Esse título vai para Bela Lugosi. Nada como um sotaque do leste europeu para dar voz ao Príncipe das Trevas. Sem contar que as suas devem ser as mãos mais expressivas de todo o cinema. E ninguém nunca será capaz de dizer "Pull the strings!" com tanto vigor e paixão.
Bela Lugosi, o melhor Drácula do cinema (desculpe-me, Gary Oldman) embora sua capa não seja a mais longa...